Cartão Amarelo

  • Em junho de 2013, o Brasil foi palco da maior mobilização popular de sua história. As manifestações alcançaram 438 cidades, levando milhões de brasileiros às ruas. Foram muitos os motivos pelos quais a sociedade civil, organizada ou espontânea, decidiu assumir publicamente sua voz.  Leia mais…

  • A onda de rejeição popular ligada à escolha do Brasil como anfitrião da Copa do Mundo carrega grande significado simbólico para   um povo estimulado a manifestar seu nacionalismo apenas quando seu time        ocupa o gramado.

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  • O Brasil investiu 26 bilhões de reais em infraestrutura para hospedar a Copa sem qualquer impacto positivo mensurável na vida dos 22,2 bilhões de brasileiros pobres e destituídos. Esta mesma camada da população foi a que mais sofreu com seus impactos negativos: 250 mil pessoas foram deslocadas, por vezes violentamente, para dar espaço às obras.

     

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  • Em meados de julho, o orgulho nacional parecia ter definitivamente migrado das manifestações esportivas para as políticas.     O gigante acordava, ou assim sugeriam algumas vozes na rua, ecoadas pela imprensa. Movimentos sociais organizados, que nunca estiveram de fato dormindo, conseguiram mobilizar a população para exigir dos governantes que redirecionem suas prioridades.

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  • Manifestantes chegam ao Congresso Nacional.

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  • Um grau de repressão policial raramente testemunhado no Brasil urbano após o fim    da ditadura deu o tom da resposta oficial às manifestações populares em todo o Brasil.

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  • O jogo que inaugurou o Estádio Nacional Mané Garrincha, reformado para a copa do Mundo ao custo de R$ 1,7 bilhão, engatilhou em Brasília o que alguns apelidariam de “primavera brasileira”.

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  • Transeunte denuncia à imprensa ter sido atingido por uma bala de borracha.

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  • A repressão policial também teve a imprensa sob alvo direto. Houve agressões deliberadas a jornalistas, incluindo intimidação, violência física, tentativa de atropelamento, uso de gás de pimenta à queima roupa, ataques de cachorros e furtos e danos aos equipamentos.

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  • Face às opiniões expressas na mídia internacional de que os protestos tornariam   o Brasil ainda menos seguro aos viajantes internacionais, manifestantes respondem     com ironia: “desculpem o transtorno,    estamos mudando o Brasil”.

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  • Nem sua arquitetura propositalmente isoladora, cercada por espelhos d’água e afastada das áreas comerciais e residenciais, nem o contingente de 3500 policiais militares acionados especialmente para a ocasião, provaram-se obstáculos incontornáveis para a população decidida a ocupar o Congresso Nacional.

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  • O uso indiscriminado de armas químicas e prisões arbitrárias compunham as estratégias de base da polícia para silenciar os manifestantes.

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  • Estupefatos com o clima de guerra, os manifestantes do grande ato do dia 20 de junho foram efetivamente desarticulados.

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  • A repressão policial às manifestações populares legítimas teve como efeito estimular ainda mais brasileiras a sair às ruas. O sentimento geral era de que um novo estado de exceção espreitava o País.

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  • “Ha ha, hu hu, o Congresso é nosso!”

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  • Em 17 de junho de 2013, manifestantes de Brasília conseguiram ocupar a área superior do Congresso Nacional, interditada há décadas ao público, criando uma imagem emblemática da vitória do povo. O simbolismo do momento surtiu efeito: a presidência da república passou a receber representantes de movimentos sociais e o Congresso reprovou legislações homofóbicas e antidemocráticas.

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